Frigorífico de peixes vai operar em Mundo Novo (MS)
06/08/2007 - 10:00
Frigorífico de peixes vai operar em Mundo Novo (MS)


O presidente da Cooperativa dos Piscicultores de Mundo Novo (Coopisc), José Ferreira Filho, espera que em aproximadamente 90 dias possa ser inaugurada a indústria frigorífica de filetagem de peixes, após a superação dos obstáculos burocráticos das licenças ambientais e do Ministério da Agricultura.

A luta para implantar o projeto dura mais de quatro anos e a realização foi iniciada com investimento de R$ 90 mil, financiados pelo Banco do Povo, através do Programa Prove Pantanal. O prédio foi construído e foram adquiridos equipamentos.

Atualmente está sendo viabilizada, com a ajuda da Prefeitura de Mundo Novo, a ampliação do túnel de congelamento, com R$ 25,5 mil. O equipamento, com capacidade para 200 quilos em oito horas, vai ampliar a produção para 330 quilos em duas horas, mantendo a temperatura em até 0º nas duas primeiras horas, atendendo as exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Uma outra barreira a ser superada é o Manual de Boas Práticas, que está em fase de elaboração, pelos veterinários de Mundo Novo e do Ministério da Agricultura (Mapa), com custo de R$ 14.545 mil. E a prefeitura está liberando mais

Com o fulão, as esposas dos pescadores, fundadoras da Art Fish, que antes processavam cinco quilos de pele por vez, poderão processar 80 quilos por vez, agilizando o aproveitamento da pele do peixe para fazer a matéria-prima para artesanato, fabricação de bolsas, sapatos e outros acessórios.

No fulão, elas misturam a matéria-prima, junto com o tanino (seiva de madeira) e em seguida, após a retira para a secagem e para o curtimento das peles, que acontece em três a quatro horas.

O processo de curtimento e secagem de couro leva aproximadamente 24 horas. Logo em seguida as mulheres, trabalham na união das peles, com costura artesanal para fazer a manta, que é vendida para o processo de manufatura (industrialização).

Em breve deve começar a contratação de dez dos 20 funcionários que a Coopisc precisará para iniciar a industrialização e apesar de ter folders já confeccionados, os vendedores não podem sair a campo. O presidente da Coopisc, José Ferreira Filho, reclama que o Governo federal não foi ágil, e se perderam os recursos que estavam sendo viabilizados pelo senador Delcídio do Amaral (PT), que teria incluído a Coopisc dentro do programa Arranjo produtivo Local (APL), no qual haveria a contemplação com dois caminhões, computadores "mas por fim, o dinheiro não veio e não nos deram nem explicações".

Fonte: Correio do Estado

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